
Cemitério. Engraçado como ele é universal. O conceito, as obras e todo o resto. A sensação de peso, de perda e de castigo é muito forte. Alguma coisa te aprisiona assim que você olha para os grandes portões da entrada e não te deixa virar as costas e ir embora.
Os heróis revolucionários estão ali dentro, você pensa. E a sensação que te preenche é de querer ter conversado, ter tocado e conhecido cada um deles. Não pelas suas ideologias ou coragem mas pelo o que eles lutaram. Um ideal de vida.
Talvez eu não tenha um...você tem?
Segundos, minutos, horas, dias e, por fim, semanas longe das pessoas que amamos passam de forma lenta, doída e até exaustiva. Ficar sem quem tanto contamos, sem dar o telefonema de ‘boa noite’ ou até mesmo brigar com determinadas pessoas faz falta. Tanta falta que você repensa se a sua decisão – a de ir para longe, mesmo que momentaneamente – foi a correta.
Talvez hoje eu esteja mais emotiva mas eu gostaria que essas “determinadas pessoas” saibam que fizeram falta.
Aliás, quero que saibam que por mais que eu estivesse ocupada pensando nas perguntas dos entrevistados, na fome, na vontade de fazer xixi e como estaria a Olimpíada, eu não fiquei distante por um segundo.
A presença das coisas que não são físicas é constante. Ao menos é assim que eu penso, assim que eu vivo. Ninguém precisa estar com você o tempo todo para provar que está contigo. Aliás, quantas são as vezes que estamos fisicamente, mas que nossa cabeça está longe...longe...longe?
O físico não diz nada. O amor que eu sinto por vocês diz tudo. Ao relembrar todos aqueles sentimentos fico grata por saber que posso contar com parte de ‘vocês’ agora. Aos que não estão por aqui fica a saudade.